Página Inicial
Região
Esportes
Motores
Mulher
Social / Informal
2 Pontos
Artigos
Arquivo do JP
Convênios Cartão JP
Sistema Indisponível
Ex-prefeito Piunti é condenado por gastar mais de R$ 10 milhões indevidamente em 2003
Data: 08/03/2010
Edição: 5146
O ex-prefeito de Itu Lázaro José Piunti foi condenado a um ano de reclusão em regime inicial aberto por ter ordenado despesas não autorizadas por Lei somando mais de R$ 10 milhões no ano de 2003. A sentença, divulgada esta semana pelo promotor de justiça Alexandre Augusto Ricci de Souza, pode ser substituída pelo pagamento de cinquenta salários mínimos ao CEACA (Centro de Atendimento à Criança e Adolescente).

Este processo criminal tramita desde o final de 2003, quando Piunti exercia seu quarto mandato como prefeito de Itu. Na ocasião o ex-prefeito baixou o Decreto Municipal 376, que declarou "estado de calamidade pública" na cidade e com base em tal decreto, determinou, no dia 6 de novembro de 2003, a suplementação de verbas para o SAAEI (Serviço de Água e Esgoto de Itu) e para a administração direta para arcar com os custos da alegada calamidade.

Os fatos
Segundo costa no processo foram liberados, na ocasião, mais de R$ 6,9 milhões para a administração direta e R$ 4 milhões para o SAAEI, porém a alegada calamidade não foi constatada. "Restou clara a conduta típica e dolosa do réu, que ocupando o cargo de chefe do Executivo, declarou estado de calamidade pública, visando somente justificar a suplementação de verbas, que se deu de forma arbitrária e sem a observância das formalidades legais e aprovação prévia da Câmara de Vereadores", argumentou o relator do processo, o Desembargador Pedro Gagliardi.

Piunti, em depoimento ao Periscópio, argumentou que é preciso relembrar o histórico da época para entender o que chamou de "um ato de corajoso" de sua parte. "Em 2003 a cidade havia crescido muito para sua estrutura de abastecimento de água. Era necessário o investimento em novas represas e em outras partes do sistema para acabar com o problema de falta d'água em Itu", argumentou o ex-prefeito.

"Quando eu decidi baixar o decreto e suplementar as verbas do SAAEI, Itu estava sem água há uma semana porque não havia dinheiro para se comprar os produtos necessários para o tratamento de água. E a Câmara, por motivos políticos se recusava a aprovar a suplementação de verba para a autarquia", afirmou Piunti.

"Uma semana, sem água. Empresas e cidades vizinhas se mobilizando para ajudar Itu e os vereadores da época, por rixa política se recusando a aprovar a suplementação. Eu não tive dúvidas: baixei o decreto sabendo que poderia arcar com as consequências, mas eu não poderia deixar escolas e postos de saúde parados por um motivo tão banal e o problema de água em Itu foi resolvido", desabafou o político.

A denúncia:
Guilherme Gazzola (PPS) que era vereador em 2003 e foi um dos vereadores que efetuaram a denúncia que gerou o processo argumentou que ficou feliz com a resolução da justiça. "A grande questão levantada na época em que o projeto de lei de suplementação de verba para o tratamento de água foi proposto era: de onde vinha esse dinheiro?", questionou. O atual vereador afirmou que até hoje essas questões e outras como as dividas da autarquia e o motivo das constantes falta d'água em Itu ainda estão sem respostas.

Também assinaram a denúncia contra Piunti, outros vereadores da época como Adauto Gonçales, Herculano Júnior e Nélio Meira.

A sentença
O acórdão do processo criminal foi deferido no dia 29 de setembro de 2009 e publicado em 18 de dezembro do ano passado. Embora Piunti tenha alegado ao Periscópio que vai recorrer da sentença, o jornal teve acesso a documentação final do processo incluindo certidões de trânsito em julgado para o Ministério Público e para a Defesa, datados de 28 de janeiro. Sendo assim, segundo o promotor Alexandre Ricci, não cabe mais recurso por nenhuma das partes.

Sobre sua sentença, Piunti afirmou ao Periscópio que não irá pagá-la, uma vez que não possui condições financeiras para arcar com os 50 salários mínimos determinados. "Não posso pagar e não poderei ser preso, isso não existe, eu sou réu primário", revoltou-se o ex-prefeito que ainda desafiou o Ministério Público provar que houve corrupção em seu ato.

Fica proibida a reprodução total ou parcial das reportagens do site sem autorizaçao prévia do editor.

Untitled Document atualizando...

Tribuna do Leitor
O direto à representatividade

HERCU-ROQUE: A DUPLA QUE MANDA NA CIDADE
Perseguição
Total de votos: 0
Links Patrocinados e Otimização de Sites
Links Patrocinados e Otimização de Sites